Pax: Até Onde Você Lutaria Por Aqueles Que Ama? [CRÍTICA]

  • Autor: Sara Pennypacker
  • Páginas: 279
  • Editora: Intrínseca
  • Ano: 2016

Até onde você iria na luta por aquilo ou aqueles que ama?
O quanto você estaria disposto a rever seus valores, conceitos e superar seu próprio eu, a fim de defender aquilo que te faz bem?

Peter, um garoto de 13 anos nos traz essa reflexão em Pax.

Em tempos de guerra o garoto é obrigado a se separar de sua raposa de estimação, Pax. Após o pai se voluntariar para ir para a guerra, Peter vai morar com avô e a presença de Pax, sua raposa de estimação passa a ser um problema dentro da relação familiar do garoto.

A contragosto Peter é convencido pelo pai que “devolver” a raposa aos eu habitat natural é a melhor opção no momento, a partir daí começa a grande aventura. Pax se vê sozinho pela primeira vez desde que foi resgatado por Peter, e se vê perdido quando se depara com o mundo por detrás do cercado onde vivia na casa de seu humano. Agora, Pax é obrigado a lutar pela própria sobrevivência, ainda assim, mantendo a esperança de que seu humano retornará para buscá-lo.

Do outro lado, Peter se vê arrependido de não ter ido contra a decisão do pai e ter cedido ao abandono da raposa. Sem saber como Pax conseguirá sobreviver no novo mundo aonde foi deixado, Peter resolve se aventurar em busca que pode se mostrar um tanto perigosa.

Começa aí a grande aventura capaz de emocionar o leitor que se vê envolvido na luta do garoto.

Se você tem ou já teve um amigo de estimação, seja ele um cão, gato ou qualquer outro (convenhamos que nem todo mundo consegue ter uma raposa de estimação, né) você com certeza irá se emocionar com as páginas desse livro.

Em sua busca por Pax, Peter paralelamente revisa de seus conceitos de vida, relação familiar e em como vê e se relaciona com o mundo a sua volta. O leitor consegue ver de forma sútil o amadurecimento do personagem a medida que suas reflexões vão chegando a alguma conclusão.

Pax, é um livro sensível e embora a história use a relação entre Peter e sua raposa, é possível qualquer alma minimamente sensível realizar analogia entre a história e sobre como nos relacionamos com as pessoas que amamos e o momento de dizermos adeus em prol da felicidade deles.

 

 

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